Aline Pellegrino nasceu dois dias antes da semi-final em que o Brasil perdeu para a Itália em 1982, "assistiu" o Mundial da barriga da mãe. Nas palavras dela, ela já nasceu gostando do jogo. O amor pela bola a acompanhou sempre e a levou a uma carreira de 15 anos no esporte, a ser capitã da Seleção Brasileira de Futebol Feminino entre 2005 e 2013, a ser medalhista olímpica e hoje, co-diretora da organização Guerreiras Project, iniciativa internacional que usa o futebol como ferramenta para combater preconceitos de gênero. Nesse papo com a love.fútbol Aline nos fala um pouco do que é ser jogadora de futebol no Brasil, das dificuldades e do seu sonho para a modalidade. 

O que te motivou a ser jogadora de futebol profissional?
Nunca tive o sonho de ser jogadora profissional de futebol. Jogava por puro prazer. As coisas acabaram me levando a uma grande carreira na modalidade. Mas aconteceu naturalmente. 

Qual a realidade do futebol feminino hoje no Brasil, em termos de investimento, incentivo às atletas e amadoras, mercado, atenção?
Na minha opinião vivemos uma falsa ilusão sobre a modalidade, que está estagnada. Apesar de alguns incentivos e melhorias, isso se dá só para alguns e em momentos oportunos para A ou B, depois a modalidade volta a viver a estagnação.

Que impactos você percebe que a prática do futebol têm na vida das meninas e mulheres?
Empoderamento. Ser mulher no Brasil e jogar futebol ainda por cima, é uma luta diária.

Quais os principais desafios enfrentados pelas meninas e mulheres no futebol, seja amador ou profissional?
Invisibilidade e falta de respeito.

Que caminhos você percebe que o futebol feminino precisa que percorrer para avançar? 
Precisamos deixar de aceitar situações onde a fala é: "é melhor assim do que nada, antes isso do que nada." E aquelas pessoas que têm o poder de fato de mudar a modalidade se conscientizem de que não têm o direito de atrasar tanto uma modalidade por seja lá quais motivos que consideram verdade absoluta na cabeça deles. 

Qual o seu maior sonho com relação ao futebol feminino?
Ver a modalidade enraizada e desenvolvida. E isso não tem haver com títulos. 

#JogaPraElas é uma campanha para estimular a seleção brasileira feminina, que está disputando a Copa do Mundo de Futebol Feminino, a jogar por todas as meninas que praticam e gostam de futebol Brasil afora. Queremos atrair mais interesse do público pelo futebol feminino, pela igualdade de gênero no esporte, e assim, inspirar as garotas e fazê-las se sentirem mais representadas. Participe usando a hashtag #JogaPraElas, compartilhando fotos e vídeos de apoio e nos marcando no FacebookTwitter e Instagram!


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