Cinco boas razões para que um projeto como esse nunca deixe de existir

Por Rodrigo Édipo

No quinto e último dia de chão já estávamos exaustos após seis cidades visitadas e mais de 1200 km percorridos de carro. Mesmo com a carga da longa viagem, varamos a madrugada enfurnados num pequeno quarto de hotel em Garanhuns (nossa última parada), anotando cada detalhe da expedição que acabávamos de realizar pelo Sertão pernambucano e alagoano. A ideia era não deixar escapar nada e o motivo para tanto esforço é o anseio de explicar a magia que se manifesta na love.fútbol todas as vezes que imergimos nas comunidades.

Sabemos que quando se trata de questões sensitivas o desafio da objetividade parece impossível, mas resolvi desafiar meu poder de síntese e - pragmático como um tradicional 4-4-2 - enumerei a partir de alguns momentos vividos na viagem sertaneja, cinco razões para que um projeto como o #LFNaEstrada, ainda em sua primeira edição, nunca deixe de existir.

#1 O futebol é uma linguagem universal, a partir da simplicidade nos comunicamos com pessoas de realidades variadas de forma muito fácil e orgânica.

Sítio Baixa II (Manari) - Odair (11) por muito tempo caçou rolinhas para ter o que comer. Aproximou-se e me pediu uma chuteira de presente. Foi o suficiente para uma troca de ideia ~também~ sobre futebol.

Sítio Baixa II (Manari) - Odair (11) por muito tempo caçou rolinhas para ter o que comer. Aproximou-se e me pediu uma chuteira de presente. Foi o suficiente para uma troca de ideia ~também~ sobre futebol.

#2 Revelar o #futeboldeverdade praticado em becos, ruas e vielas, e que oferecem resistência ao futebol-negócio.

Assentamento Irmã Dorothy (Petrolândia) - Eram por volta de 30 crianças jogando em um campo de terrão improvisado por eles mesmos. 4 pedaços de pau para fazer as barras, fita de borracha para os travessões e um Sol de rachar na cabeça.

Assentamento Irmã Dorothy (Petrolândia) - Eram por volta de 30 crianças jogando em um campo de terrão improvisado por eles mesmos. 4 pedaços de pau para fazer as barras, fita de borracha para os travessões e um Sol de rachar na cabeça.

#3 Acompanhar de perto e contar histórias de pessoas autônomas e incríveis que diariamente sonham os nossos sonhos.

Petrolândia - Paula (Lions) foi a pessoa que mais lutou para que a primeira edição do #LFNaEstrada pudesse existir. Aposentada, ela ocupa seu tempo trabalhando em microrevoluções no âmbito da educação.

Petrolândia - Paula (Lions) foi a pessoa que mais lutou para que a primeira edição do #LFNaEstrada pudesse existir. Aposentada, ela ocupa seu tempo trabalhando em microrevoluções no âmbito da educação.

#4 Possibilidade de conhecer e divulgar um Brasil profundo que normalmente não é revelado para todos.

Aldeia Pankararu (Jatobá) - Ser carinhosamente recebido por meninas e meninos que respiram futebol e depois participar da tradicional Corrida do Umbú (Foto), nos dá ainda mais motivação para cair na estrada e difundir a cultura brasileira para os brasileiros.

Aldeia Pankararu (Jatobá) - Ser carinhosamente recebido por meninas e meninos que respiram futebol e depois participar da tradicional Corrida do Umbú (Foto), nos dá ainda mais motivação para cair na estrada e difundir a cultura brasileira para os brasileiros.

#5 Compartilhar o espírito love.futbol em lugares aparentemente improváveis e sentir que somos capazes de criar muito mais do que destruir.

Comunidade Quilombola Negros de Betinho (Tacaratu) - Por volta de 100 pessoas nos esperavam no único campo de futebol da comunidade. Sentimos a força política do local através de um encontro com a líder quilombola Kácia (Foto) que luta diariamente pela consciência racial do lugar.

Comunidade Quilombola Negros de Betinho (Tacaratu) - Por volta de 100 pessoas nos esperavam no único campo de futebol da comunidade. Sentimos a força política do local através de um encontro com a líder quilombola Kácia (Foto) que luta diariamente pela consciência racial do lugar.


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