De San Rafael, segui rumo a Santiago do Chile. Feliz e renovado depois do especial encontro com Paco e seu emocionante projeto de espalhar futebol pelas brenhas do interior do seu país. O acesso às terras chilenas se dá através de uma estrada em meio a Cordilheira dos Andes, a espinha dorsal do planeta, como diz uma música de Calle 13, grupo portorriquenho. Foram aproximadamente 7h de viagem, com uma paisagem indescritível. Na altitude das montanhas cheguei a ver um par de campos de futebol de terra, num cenário de marejar os olhos. O futebol definitivamente não tem fronteiras, não tem limites.

Minha passagem pelo Chile foi bem curta, mas o bastante pra perceber que da mesma forma que nos outros países os quais passei, o futebol é uma paixão nacional. Minha primeira visita na cidade foi ao Estádio Nacional, palco da final de 1962, quando o Brasil conquistou o bi-campeonato mundial. Mesmo não tendo conseguido entrar no estádio, a atmosfera do lugar me trazia memórias de algo que nem vivi. Imaginava as jogadas geniais de Garrincha naquele jogo e o êxtase que causaram os gols de Amarildo.

Futebol era papo constante com os chilenos que conheci. Torcedores dos tradicionais Colo-Colo, Universidad Católica e Universidad de Chile e até um fanático pelo quase desconhecido Palestino me contavam um pouco do futebol chileno e mostravam grande conhecimento também sobre futebol brasileiro. Na poética Santiago, nas praças da cidade, como de costume em quase todos os lugares que passei, os pequenos batiam sua pelada de fim de tarde.

A experiência é o maior bem

O sentimento é de profunda alegria e missão cumprida nessa minha primeira empreitada  com o projeto #lovefutboloffroad. Viver na prática algo que por tanto tempo sonhei foi sem dúvida uma experiência indescritível. Decerto, esse projeto, que objetiva resgatar histórias de anônimos, perceber e viver a cultura do futebol, esse esporte universal que promove encontros em cada lugar que se passa e compartilhar nosso amor e vivências com o esporte com as pessoas que encontramos  caminho, se consolida cada dia mais.

A escolha por Uruguai, Argentina e Chile teve relação com tudo o que a América do Sul representa pra mim, pessoalmente: um continente com uma história e cultura incomparáveis, que luta ainda por caminhar diante das inúmeras dificuldades socioeconômicas que o afetam há centenas de anos. E o que ela significa para o futebol: um lugar onde, para mim, ele se manifesta da forma mais vibrante e intensa.

Atestar essa paixão dos hermanos sulamericanos pelo fútbol muito me entusiasma a buscar mais e mais experiências como essa, seja pelo Brasil ou em qualquer outro país do planeta bola. Encontrar personagens como Eduardo e Paco me empenha a tentar ajudar a aumentar esse movimento e me dá certeza de que não estamos sós nessa estrada.

Dessa forma, seguimos com mais ganas de desbravar os caminhos que o futebol nos leve, explorando as histórias das comunidades com projetos da love.fútbol e buscando cada vez mais outras ao redor do mundo, com a missão de viver a universalidade do jogo e proporcionar a todas as crianças o direito de praticá-lo de forma segura.


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